Petição Online

Se não corrermos atrás de saber e fazer o certo ninguém fará por nós.

Nossa idéia baseia-se num conceito simples que os skatistas esperam há anos.

A construção de um múltiplo e versátil ambiente de rua, não um "skateparque", mas um parque onde possa ser praticado o skate.

A partir dos anos 80, o skate começou a ter uma mudança no seu cenário e os praticantes começaram a aprimorá-lo saindo dos antigos obstáculos (mais especificamente rampas) para as ruas, dando uma nova cara ao esporte: urbana, contemporânea, de vanguarda, tanto que outros esportes urbanos atuais vieram seguindo esse exemplo.

Nas grandes cidades a generosa concentração de possibilidades de obstáculos torna algumas regiões verdadeiros epicentros do skateboard local, como na Filadelfia o Love Park, em São Francisco o EMB, e no Brasil o IAPI em Porto Alegre e mais recentemente Praça CWB em Curitiba, esta última, a primeira projetada no Brasil tendo o skatista como uma forte vertente no partido do projeto.

Na Praça XV essa ocupação se dá de maneira mais marcante que em qualquer outro lugar do Rio de Janeiro. Mas foi só após sua reurbanização, em 1996, após as obras do Projeto Rio Cidade que os skatistas cariocas passaram a enxergá-la sob uma nova ótica.

Ela se tornou o espaço perfeito para toda uma geração que buscava lugares interessantes na cidade para suas manobras, de maneira espontânea e criativa, e que geralmente só encontravam calçadas e ruas esburacadas além de muita pedra portuguesa. Com sua localização central, fácil acesso, uma brutal mudança de escala após o novo projeto, chão liso, bancos, escadas, a Praça XV se tornou o principal ponto de encontro de skatistas de todo o Grande Rio, consolidando essa forma de ocupação do espaço, na maioria das vezes em dias e horários contrários aos dos picos de transeuntes.

No entanto, este movimento traz conseqüências negativas tanto para o ator urbano, quanto para o cenário em que está inserido. O mobiliário urbano utilizado para as manobras acaba sofrendo um desgaste muito maior do que o previsto além do que, cria-se uma imagem deturpada dos atletas que passam a ser marginalizados pela sociedade, quando na verdade, eles são os maiores interessados em manter esse local (seu habitat) preservado o mais tempo possível.

Por isso estamos aqui pedindo primeiramente a chance de um diálogo com a prefeitura para que possamos pelo menos expor nossas idéias, que são muitas e também bem embasadas. Pois, não duvidem, ninguém conhece melhor o assunto que nós. E hoje em dia não somos mais skatistas apenas, somos também advogados, fotógrafos, designers, jornalistas, arquitetos, engenheiros. Profissionais que visam uma cidade melhor não só para o skate, mas para toda população do Rio de Janeiro.

Texto por: Humberto Zero e Pharrá Buarque

Ocorreram erros no envio, por favor verifique as informações abaixo.

Abaixo assinado pela liberação da pratica do SKATE na Praça XV e Centro do Rio

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